Apesar de o Brasil não ser considerado o melhor lugar para se empreender, uma pesquisa realizada pelo SEBRAE, em 2017, mostrou que grande parte da população parece não ligar muito para isso.

O estudo apontou que a taxa de empreendedores é de 36,4% em nosso país. No entanto, nem todos optam por abrir uma empresa nos moldes tradicionais, pois há diversos tipos de empreendedorismo.

É bom ficar claro que não é preciso, necessariamente, encaixar-se em apenas uma das opções que mostraremos neste post. Existem pessoas, por exemplo, que oferecem seus produtos ou serviços tanto no estabelecimento físico quanto em uma loja virtual.

Nosso objetivo é apresentar os modelos de empreendedorismo mais comuns no país — e, quem sabe, dar uma luz para você iniciar ou expandir o seu negócio.

Ficou curioso? Então, confira nossa lista dos principais tipos de empreendedorismo no Brasil!

1. Informal

O empreendedor informal, basicamente, é aquele que não possui um CNPJ, mas tem o seu próprio negócio. Muitos que estão começando optam pela informalidade — afinal, poucas pessoas dispõem da verba necessária para montar uma empresa bem estruturada logo no início e legalizá-la, os desafios são grandes.

Contudo, existem alguns obstáculos na vida de quem segue por esse caminho. Entre eles, podemos citar:

  • não recebe benefícios dos órgãos públicos, como o INSS;
  • tem mais dificuldade de conseguir empréstimos com juros baixos;
  • fica sujeito à fiscalização;
  • não consegue emitir notas fiscais.

Antes de recorrer à informalidade, estude bem se não há alternativas melhores. Às vezes, com um bom planejamento, é possível conseguir crédito com os bancos ou encontrar um sócio-investidor.

2. Individual

Há uma boa notícia para aqueles que pretendem formalizar a empresa de maneira pouco burocrática e mais barata: tornar-se um microempreendedor individual (MEI). Nessa modalidade, você paga apenas taxas mensais de impostos — cerca de 50 reais — e mais nada. Sem contar que não é preciso ter um contador.

Entretanto, há algumas regras para se enquadrar nessa categoria. A pessoa não pode:

  • ter outra empresa no nome;
  • contratar mais de um funcionário;
  • faturar mais que R$ 81.000,00 por ano;
  • exercer qualquer atividade que não esteja na lista de ocupações permitidas.

Caso seu faturamento ultrapasse o limite e seja necessário contratar mais funcionários, por exemplo, você deve mudar de regime tributário. Nesse caso, a categoria EIRELI é uma boa opção. Nela, você continua como empreendedor individual e pode faturar uma quantia maior, porém há mais exigências que a modalidade MEI.

3. Franqueado

Em muitos casos, quando a pessoa quer uma alternativa mais segura, opta pela franquia. Isso ocorre porque a marca franqueadora já tem um nome forte no mercado, na maioria das vezes, e oferece todo um suporte para o franqueado.

Assim como todas as outras opções, também há algumas limitações para quem escolhe o modelo de franquias. Além de pagar uma taxa para a central, suas decisões serão limitadas devido ao contrato assinado.

É errado achar que o franqueado não terá muito trabalho ao escolher essa modalidade. Existem sim certas facilidades, mas é preciso se planejar e acompanhar o andamento das operações de perto para a saúde do seu negócio. Outro ponto importante a ser destacado é que a franquia não é garantia de rentabilidade — o risco ainda existe.

4. Digital

O termo empreendedorismo digital é bastante vago. Você pode ter uma loja virtual, criar conteúdos para atrair anunciantes, prestar consultorias etc. O que define se um empreendedor faz parte ou não dessa categoria é o ambiente de trabalho: online ou offline.

Essa área cresceu de modo considerável nesses últimos anos. A chegada da banda larga e dos planos de internet acessíveis são um dos principais motivos para essa procura. Há diversos benefícios dos quais os empreendedores digitais usufruem, como:

  • não enfrentar trânsito nos horários de pico;
  • contar com um baixo investimento;
  • ficar mais tempo com a família;
  • atrair clientes de diversas cidades, estados ou países.

No entanto, saiba que você, provavelmente, enfrentará uma concorrência enorme. Devido às facilidades mencionadas, muitas pessoas se aventuram no mundo do empreendedorismo digital. Uma dica é escolher com cuidado o nicho em que vai atuar — alguns são quase impossíveis de competir.

5. Inovador

Os empreendedores inovadores são aqueles que enxergam oportunidades ainda não exploradas e desenvolvem produtos/serviços novos no mercado. Essas empresas são frequentemente chamadas de startups.

A Apple é um dos exemplos mais conhecidos. Na própria garagem de casa, o estudante Steve Jobs e seu amigo de faculdade Steve Wozniak criaram o primeiro computador pessoal. Não demorou muito para essa invenção ganhar notoriedade e invadir os lares de muitos americanos. Hoje, ela é a segunda marca mais valiosa do mundo.

Guardadas as devidas proporções, essa é a mesma história de várias pessoas que tiveram sucesso com suas startups. Com uma excelente ideia e bastante disposição, mesmo dispondo de poucos recursos, é possível criar um negócio promissor. Pelo fato de ser um projeto ousado, geralmente esses empreendedores buscam investidores anjos para colocá-lo em prática.

6. Cooperativo

Não é necessário abrir uma empresa para ser um empreendedor. Você pode fazer mudanças dentro do seu ambiente de trabalho e trazer melhorias para a organização. Dessa maneira, você pratica uma atitude empreendedora e consegue crescer junto com a companhia.

Apesar de os gestores enxergarem com bons olhos os colaboradores proativos, é fundamental saber como e quais propostas devem ser apresentadas. Lembre-se de que a palavra final sobre o rumo do negócio é do presidente da empresa. Logo, você deve respeitar sua autoridade.

Há diversos casos de pessoas que se destacaram dentro de uma organização e assumiram seu comando. Porém, isso não ocorre do dia para a noite. Antes de se preocupar com a ascensão de cargo, vale mais a pena procurar meios de conquistar resultados melhores.

7. Social

Assim como não é obrigatório ter um negócio próprio para ser um empreendedor, também não é preciso ganhar dinheiro para conquistar essa denominação. É claro que você pode lucrar com o seu empreendimento social, entretanto, a finalidade principal é promover o desenvolvimento e o bem-estar para a sociedade.

A GRAAC é um bom exemplo de instituição social de sucesso. Eles trabalham para combater o câncer em crianças e adolescentes de todo o Brasil. Para isso, eles têm parceria com diversas empresas privadas e recebem doações.

Percebeu que há diferentes caminhos para aqueles que procuram ser empreendedores? Ao explorar os principais tipos de empreendedorismo, é possível descobrir oportunidades antes escondidas. Sendo assim, suas chances de prosperar aumentam significativamente.

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